Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

A importância do Desporto para as Crianças Deficientes

As crianças deficientes são na sua maioria marginalizadas pela sociedade que ainda não está apta a aceitar aqueles que são diferentes e todos pensam "comigo isso nunca irá acontecer" e como tal não preciso de me preocupar em os ajudar, mesmo que ocupe um lugar na sociedade que me permita fazê-lo.

O desporto é uma das actividades onde existem grandes possibilidades destas crianças se integrarem com sucesso, e consigam posteriormente uma maior motivação e interesse pelas actividades da vida activa acreditando que são capazes de a viver com sucesso.

Para além disso, o desporto ajuda a desenvolver a capacidade fisica e motora, a capacidade cognitiva, a compreenderem e a respeitarem regras, a desenvolver a autonomia e a trabalhar em cooperação com os outros ao mesmo tempo que se sentem uteis.

O desporto é o melhor caminho para a integração do deficiente na comunidade escolar e consequentemente na sociedade.

Autoria: Clementina Lino (Encarregada de Educação)

Data: 10 de Julho de 2006

A Utilização das Novas Tecnologias na Sala de Aula

Hoje em dia é muito importante conciliar as novas tecnologias com a educação, pois elas complementam-se, podemos verificar isso no caso da informática, pois está em todas as actividades, acompanhado-nos no nosso dia-a-dia.

A escola ao tentar transmitir conhecimentos aos alunos permite-lhes facilitar a sua vida, auxiliando-os para um futuro cada vez mais competitivo.

Vejamos um simples exemplo; O aluno chega à escola numa segunda-feira pela manhã e dirige-se à secretaría para comprar a senha de almoço, mas antes consulta a ementa que está afixada; ela está elaborada de uma forma agradável e tem uma leitura fácil todas as pessoas entendem a sua letra, pois foi elabora num programa de texto no computador, não tem erros e nem rasuras está com boa apresentação.

Após entrarem na sua sala de aula, o professor comunica que tem uma pequena ficha, esta também foi elaborada no computador, estes pequenos exemplos começam sem dúvida na escola primária onde nos são transmitidos os conceitos que nos acompanharão pela nossa vida fora...

Autoria: Eunice Oliveira (Encarregada de Educação)

Data: Junho de 2006

A Importância da Educação Fisica na População com Nee

 

Como é sabido, o exercício físico e consequentemente a educação física produzem nas crianças, jovens e adultos diversos benefícios: cognitivos, fisiológicos, físicos…

 

A educação física tem como objectivo auxiliar o desenvolvimento harmonioso do corpo e da mente, contribuindo para a formação da criança/jovem de uma forma geral, ao nível da saúde, na vida em sociedade…

 

A actividade física regular contribui para ajudar no desenvolvimento dos músculos e no desempenho das suas funções (orientadas pelo sistema nervoso), melhorar o funcionamento do sistema respiratório e circulatório e pode ainda servir para evitar algumas doenças.

 

A educação física ajuda o aluno com necessidades educativas especiais (e não só) a elevar o nível funcional das suas capacidades coordenativas e condicionais, como: a resistência, a flexibilidade, a velocidade, o equilíbrio, o controlo da postura, o ritmo, a agilidade ou o controlo da orientação espacial.

 

O exercício físico também é importante para desenvolver a autonomia, o respeito, a cordialidade, a cooperação, a compreensão…

 

As crianças e jovens com deficiência mental (x-frágil, trissomia 21, autismo, etc.) são uma população de risco pois possuem uma condição física abaixo da média, nomeadamente ao nível circulatório, respiratório, cardiovascular, muscular… A sua capacidade física é bastante inferior e por vezes apresentam problemas de obesidade que prejudicam seriamente a sua qualidade de vida.

 

O exercício adaptado, adequado às características do aluno com necessidades educativas especiais contribuirá de certa forma para inverter esta situação. O tipo de actividade física deve sempre ter em conta o tipo e o grau de deficiência da criança ou jovem com necessidades educativas especiais.

 

A prática de exercício físico regular implicará melhorias significativas ao nível cardio-respiratório e da composição corporal, assim como o aumento da capacidade de trabalho e motivação na realização das actividades do dia a dia.

 

Existem alguns aspectos a ter em atenção na escolha de uma actividade desportiva: a actividade física deve ser de carácter lúdico e recreativo (de forma a motivar o aluno), o esforço na actividade deve ser contínuo e de baixa intensidade, devem variar-se os locais e as condições da prática das actividades físicas, devem ainda realizar-se actividades individuais e de grupo (de forma a privilegiar o convívio com os colegas e a socialização), as actividades devem envolver exercícios de perícia e de manipulação de objectos, de deslocamentos e equilíbrios, jogos (de modo a elevar o nível funcional das capacidades condicionais e coordenativas mencionadas anteriormente) …

 

Poderão ser abordadas actividades e/ou desportos, tais como: a ginástica, a natação, a marcha, o atletismo, a hidroginástica, o ciclismo, a dança, os jogos pré desportivos e desportivos…

 

Em suma, a educação do movimento na criança e no jovem com necessidades educativas especiais é importante para o seu desenvolvimento físico, pedagógico e psicológico. Para que a educação física produza efeitos positivos no aluno, será necessário aliar a prática desportiva a uma boa alimentação, a uma boa higiene, assim como às restantes matérias escolares, às actividades ocupacionais, à participação conjunta de todos: família, técnicos, professores e educadores… De forma a motivá-lo para a prática da actividade física de uma forma saudável e regular.

 

Autoria: António Araújo (Professor)

Data: Maio de 2003

Musicoterapia ou Terapia pela Música

A música como arte que ensina a cantar, tocar e a combinar os sons de uma forma agradável faz parte da vida do ser humano independentemente da sua idade, sexo, da sua cultura ou das suas capacidades.

 

Na criança e no jovem a música desempenha um papel de extrema importância para um desenvolvimento pessoal e social mais harmonioso e equilibrado.

 

A música integrada no currículo do aluno e aliada às restantes áreas escolares contribuirá para uma aprendizagem de maior qualidade. Desenvolvendo a capacidade de expressão oral, a auto-estima, a segurança, a imaginação, a capacidade criadora, a capacidade de expressão corporal, a motricidade, a socialização, assim como outros conhecimentos e conceitos relacionados com a educação musical.

 

A educação especial, a socialização, a psiquiatria e a psicologia são apenas algumas das áreas de intervenção da musicoterapia, através da utilização da música e/ou dos seus elementos, tais como: som, ritmo, melodia, harmonia, entre outros.

 

Um professor/educador poderá utilizar a musicoterapia ou a expressão e educação musical com um ou mais alunos, num processo para facilitar e promover a aprendizagem, a expressão, a comunicação, a socialização, a organização, assim como outros objectivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

 

A musicoterapia pode ser utilizada no controle de problemas somáticos, como a dor ou a reabilitação de acidentes vasculares cerebrais ou lesões traumáticas. Também se utiliza para melhorar a coordenação motora no trabalho com idosos, com crianças ou jovens com deficiências neurológicas, com pessoas cegas ou surdas, com doentes de Parkinson, etc.

 

Pode ainda ser utilizada no acompanhamento às mães durante à gravidez, na estimulação com bebés, com deficientes mentais e sensoriais, com crianças ou jovens que apresentem problemas comportamentais, com deficientes físicos, entre outras.

 

Na sala de aula a música poderá desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. O professor/educador poderá implementar a expressão e educação musical através da utilização de diversas estratégias, tais como: manusear/explorar de instrumentos (como por exemplo: tambores, ferrinhos, pandeiretas, etc.), ouvir e entoar canções, dançar, criar melodias, trabalho individual e de grupo, construção de instrumentos musicais, entre outras.

 

A música presente no dia a dia do ser humano será um contributo de grande importância para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida.

 

Autoria: Pedro Santos (Professor)

Data: Maio de 2003