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educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

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Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

Método Cuevas Medek Exercise – CME

Na procura de novas respostas no âmbito da reabilitação pediátrica a Estímulopraxis abre uma nova valência com o método Cuevas Medek Exercise (CME), sendo o primeiro Centro de Desenvolvimento Infantil que aposta em terapias mais intensivas com crianças com alterações na área do desenvolvimento motor.
O Método Cuevas Medek Exercise (CME) foi criado e desenvolvido por Ramón Cuevas, fisioterapeuta chileno, em Caracas, Venezuela no início dos anos 70. O CME é uma abordagem utilizada em fisioterapia pediátrica em crianças que possuem alteração no desenvolvimento motor causado por síndrome não degenerativa que afecta o Sistema Nervoso Central. Ou seja, o CME pode ser utilizado em qualquer alteração do desenvolvimento motor, excepto em quadros de atraso motor causados por patologias degenerativas.
Esta terapia pode ser aplicada a crianças a partir de 3 meses de vida até que elas atinjam o controlo da marcha independente. Como os terapeutas que utilizam o Método CME precisam de expor a criança à influência da força da gravidade, através do progressivo suporte distal, o uso desta terapia pode ser limitado pela altura e peso da criança.
O princípio fundamental do CME é baseado no facto de que crianças que possuem comprometimento no seu desenvolvimento precisam de reforçar o seu potencial de recuperação natural. Esta propriedade do Sistema Nervoso Central continua a propulsar o processo de desenvolvimento mesmo após a sequela ter se instalado.
A reacção natural do "potencial de recuperação" isoladamente, não pode tirar a criança da situação de desenvolvimento motor anormal. Por isso é crucial iniciar a terapia motora no momento da detecção dos primeiros sinais de alarme.
Este método apresenta características específicas, tais como, a estimulação do aparecimento de funções motoras automáticas ausentes; exposição da criança à influência da força da gravidade com progressivo apoio distal; a cooperação e motivação da criança não são requisitos do CME; integração de exercícios de alongamento; a hipertonia nos membros inferiores não é um obstáculo para estimular o controlo postural na posição de pé; um período de teste de 8 semanas é proposto para demonstrar os resultados a curto prazo da terapia CME.
O nível final de independência motora alcançado pela criança irá depender dos seguintes factores:
1- A detecção precoce da alteração no desenvolvimento motor;
2- A existência do potencial de recuperação cerebral;
3- A aplicação, no momento correcto, de uma terapia motora significativa;
4- A execução constante de exercícios apropriados até se atingir o total controlo motor.
O CME possui mais de 600 tipos de exercícios. Cada exercício representa um desafio biomecânico particular para a criança. Cada exercício da terapia CME demanda uma resposta activa da criança e a escolha do exercício estará sempre directamente relacionada com o potencial de reacção dela. O sucesso da terapia CME depende também da escolha e da sequência correcta dos exercícios durante a sessão, os exercícios têm o objectivo de “provocar” reacções automáticas de controlo motor postural funcional.
Existem diferenças entre a terapia “tradicional” e o Método CME. A terapia “tradicional” centra-se em corrigir e compensar os sintomas da patologia que afecta a criança (hipotonia; hipertonia; alterações músculo-esqueléticas etc.). Enquanto, o Método CME centra-se em provocar as reacções motoras normais residentes no potencial genético humano.
Para mais informações consulte o site: www.estimulopraxis.com
Filipa Jones - Terapia Física Pediátrica CME I