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educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

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Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

Criticas e Problemas da Centralização da Lingua Gestual Portuguesa

A influência de outras línguas gestuais na evolução da língua gestual portuguesa é criticada, pois defende-se uma língua gestual própria, que não seja sujeita às influências "colonizadoras" de outras línguas gestuais.

Questiona-se, por um lado, a formação dos professores ouvintes especializados que trabalham com a população surda e que não dominam a língua gestual portuguesa e, por outro, o facto de não existirem professores surdos.


Outra questão é o problema da regionalização, que tem levado a que só nas grandes cidades (Lisboa e Porto) existam intérpretes de língua gestual portuguesa e professores formados numa via bilingue, o que prejudica os surdos das outras regiões do país.

Protesta-se contra a regionalização da língua gestual portuguesa e queixa-se que o país é demasiado pequeno porque Lisboa é que é Portugal e o resto apenas paisagem.

Aborda-se, ainda, o problema da integração das crianças surdas nas escolas regulares que vêem assim comprometido o acesso à língua gestual portuguesa e à cultura da comunidade surda.


O recurso aos implantes cocleares é também contestado. Denuncia-se que a educação escolar de surdos vai dando mal a pior. Preocupa-se no seu futuro é com a clonagem e as novas tecnologias e avisa-se que a centralização da língua gestual portuguesa e da via do bilinguismo continua em Lisboa.

Propôe-se a via do bilinguismo extensivo a todo o país com o desenvolvimento da língua gestual portuguesa e mais o português intensivo especial para surdos em todos os níveis do sistema educativo.

 


Autor: Francisco Goulão (Surdo e Professor)

Data: 1998

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