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educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

A inclusão de alunos com multideficiência

A inclusão das crianças com características multideficientes numa turma dita “normal” representa um desafio para muitos professores que intervêm junto delas, uma vez que lhes exige um trabalho redobrado e uma actualização constante dos seus conhecimentos.

Devido aos problemas de mobilidade e vitalidade física, alguns desses jovens permanecem presos ao lar e precisam receber alguma instrução especial em casa, por telefone ou através de professores visitantes que lhes levam as lições. Entretanto, a maioria dessas crianças é capaz de frequentar a escola em base consideravelmente regular. 

Os problemas que a escola pode ter na adaptação do programa para essas crianças estão relacionados à vitalidade física, mobilidade de cada criança, somados aos seus próprios sentimentos a respeito de si mesmo e da sua deficiência, conforme vistos através de normas de comportamentais e sociais das crianças de sua própria idade.

Em algumas escolas, as salas especiais para terapia física e ocupacional são equipadas com os materiais necessários usados para o tratamento de deficiências musculares e para o aperfeiçoamento da coordenação motora. Cadeiras especiais e mesas recortadas, que ajudarão a criança a se levantar e a se sentar, são equipamentos comuns da sala. Às vezes tal equipamento tem de ser feito para atender uma única criança, se o médico encarregado recomendar apoios especiais em uma cadeira ou mesa.

Além das modificações necessárias no ambiente físico em geral, o professor precisará de numerosos equipamentos e recursos para o uso na instrução. Todos esses equipamentos têm objectivos especiais como por exemplo: cavaletes para livros para crianças que não conseguem segurá-los.

O equipamento especial é em geral obtido somente quando há necessidade específica para isso, pois é só um auxiliar e tem que ser seleccionado com base na necessidade individual e não na do grupo.

Devido à natureza heterogénea desse grupo de crianças e devido à grande variedade de adaptações necessárias para capacidades e realizações variadas, a maior parte do trabalho é individualizado.

Como muitas crianças com deficiências graves e múltiplas têm experiências primárias limitadas em relação à sua comunidade ou ao mundo, são necessárias experiências secundárias, especialmente através do emprego de recursos visuais, excursões e principalmente filmes e vídeos educativos adequados.

É de grande importância a atitude do professor em relação à personalidade e ao ajustamento de cada criança. Ele precisa não somente compreender os problemas físicos e as suas exigências, mas também, ajudar a motivar a criança que está deprimida e tem comportamento retraído, amenizar os acessos de raiva que às vezes acompanham a frustração e, de um modo geral, promover o ajustamento pessoal e emocional das crianças.

Joana Pinto (Educadora de Infância)

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