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educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

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Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

Estudo de Caso - Síndrome de Lowe (número 1.3)

4 – ESTUDO DE CASO

 

            O nosso trabalho consiste na apresentação de um caso de uma criança portadora de Síndrome de Lowe. Escolhemos esta síndrome por se tratar de uma deficiência profunda de baixa intensidade e alta incidência e também pelo facto de um dos elementos do grupo se encontrar a trabalhar com a criança em estudo.

 

            Seguidamente, iremos fazer uma breve apresentação da criança, seguida da sua história de vida e das intervenções que foram sendo efectuadas no sentido de a desenvolver pessoal e socialmente.

 

4.1 – Caracterização do aluno

 

Trata-se de uma criança do sexo masculino, nascido em 1991 (15 anos), que dá pelo nome de Ro. É filho único, nascido de parto normal, sendo detectados os problemas logo após o parto.

 

A sua mãe tinha apenas 19 anos e só casou com o pai da criança após o nascimento desta.

 

Segundo o relatório de uma psicóloga efectuado em 2001, este menino sofre de patologia congénita crónica – Síndrome de Lowe, que lhe confere grave défice das suas capacidades física, motora, sensorial e intelectual. É ainda portador de deficiências múltiplas, nomeadamente, deficiência intelectual profunda, deficiência da acuidade visual (cegueira congénita) e deficiência mecânica e motora dos membros, estando impossibilitado de se deslocar pelos seus próprios meios. Podemos então considerar que esta criança é portadora de um atraso global de desenvolvimento psicomotor, na medida em que, este se define como “um atraso significativo em vários domínios do desenvolvimento como sejam a motricidade fina e/ou grosseira, a linguagem, a cognição, as competências sociais e pessoais e as actividades da vida diária” (Ferreira, 2004: 703).

 

A sua idade mental situa-se muito abaixo da sua idade real.

 

4.2 – Historial clínico

 

Por aquilo que nos foi dado a conhecer o Ro foi pouco acompanhado a nível clínico. O primeiro relatório que existe no seu processo data de 2000, tinha ele já 8 anos de idade.

 

O relatório clínico foi elaborado pelo médico de família refere o seguinte:

 

- patologia congénita crónica (Síndrome de Lowe);

 

- grave deficit das capacidades física, motora, sensorial e intelectual;

 

- cegueira congénita;

 

- não fala;

 

- não come sozinho;

 

- não se move sem apoio;

 

- tem incontinência dos esfíncteres;

 

- fraca capacidade de relacionamento com o meio;

 

- períodos de alguma hiperexcitabilidade (passíveis de controlo com medicação);

 

- necessidade de atenção e apoio permanentes;

 

- dependente de terceiros para realizar todas as acções necessárias à sua sobrevivência;

 

- medicação habitual: Gabomade Xarope e Serenelfi Gotas.