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educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

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Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

Sindrome X - Frágil

Causas/Características/Aprendizagem

 

Introdução

 

O síndrome X-Frágil afecta o desenvolvimento intelectual e o comportamento dos homens e mulheres.

 

O nome X-Frágil deve-se a uma anomalia causada por um gene defeituoso localizado no cromossoma X. O cromossoma X está presente no par de cromossomas que determina o sexo (XY nos homens e XX na mulheres). Desta forma, neste síndrome, a fragilidade do cromossoma X causa um conjunto de sintomas e sinais clínicos que afectam também a área intelectual e cognitiva.

 

Características Físicas e Comportamentais

 

As características físicas e comportamentais do X-Frágil são muito heterogéneas e diversas.

 

Na infância podem ser comuns as manifestações de hiperactividade e de timidez. O síndrome X-Frágil no que diz respeito às dificuldades de aprendizagem, pode ser manifestado em diferentes níveis ou graus, tais como: moderado, severo, etc.

 

Durante o percurso escolar podemos verificar características, como a falta de atenção, dificuldades de aprendizagem, imitações, discurso repetitivo, agressividade, entre outros.

 

Na puberdade há uma tendência para o isolamento social, podendo por vezes chegar à depressão.

 

As características físicas (que variam consoante a idade) são nesta fase: predominância de faces alongadas, hipersensibilidade das articulações, testículos aumentados, dificuldade em sustentar o olhar, aumento da agressividade, etc.

 

O síndrome X-Frágil pode atingir vários membros de uma mesma família, sem revelar características físicas marcantes.

 

Os sinais e sintomas do X-Frágil podem ser semelhantes a outros casos de atrasos e distúrbios gerais de desenvolvimento, necessitando de confirmação através de exame genético.

 

Este síndrome pode afectar famílias de todas as raças e grupos, étnicos, sendo mais comum nos homens do que nas mulheres.

 

Intervenção Educativa

 

O tipo de intervenção efectuado ao nível da aprendizagem no aluno com X-Frágil, deve resultar de um trabalho conjunto entre:

 

 -Encarregados de Educação;

 

 -Professores / Educadores;

 

 -Psicólogos;

 

 -Médicos;

 

 -Técnicos;

 

 -Outros Funcionários.

 

Deve assentar numa fase inicial, na Estimulação Global e posteriormente numa abordagem Escolar e Académica, de forma a elevar qualitativamente a:

 

-Cognição;

 

-Autonomia Pessoal e Social;

 

-Comunicação;

 

-Domínio Sócio-Afectivo;

 

-Domínio Sensorial / Perceptivo;

 

-Psicomotor;

 

-etc.

 

É de extrema importância que o aluno com X-Frágil (tendo em conta o seu grau) beneficie de actividades tais como a Educação Física ou Expressão e Educação Físico-Motora, a Psicomotricidade, ou inclusivamente a abordagem de um desporto específico (de grau recreativo ou competitivo) como a natação, desportos de combate, desportos colectivos, etc. Contribuindo para um desenvolvimento físico e intelectual mais harmonioso e saudável.

 

As crianças e jovens com X-Frágil deverão também usufruir de áreas onde se desenvolvam actividades de: Expressão Dramática, Expressão Musical, Artes Plásticas, entre outras. Apoiando o Processo de Ensino-Aprendizagem de uma forma mais eficaz e consequentemente contribuindo para uma evolução ao nível da Autonomia, Cognição, Comunicação, etc.

 

O aluno deve beneficiar de sessões de Apoio Psicológico, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional, se necessário.

 

O aluno com X-Frágil deve estar integrado numa Escola Regular ou Instituição de Ensino Especial, onde conviva com crianças e jovens de vivências e problemáticas diferentes, de modo a impedir o isolamento e possibilitar uma melhor adaptação. 

 

Na sala de aula, nos gabinetes técnico especializados, assim como em todos os espaços onde o aluno realize actividades, as condições de trabalho devem ser as ideais (materiais, espaciais e humanas) e os grupos de alunos devem ser reduzidos (de modo a possibilitar um maior acompanhamento e individualização do ensino).

 

Ao nível académico, deve existir uma preocupação em “avançar” ao máximo no domínio das aquisições ao nível da escolaridade, assim como efectuar um trabalho de manutenção de todos os conhecimentos já adquiridos.

 

Numa fase mais avançada, o jovem aluno deve ser orientado para estágios e unidades de pré-formação, tendo em conta as suas capacidades, as suas motivações, o seu desembaraço, proporcionando-lhe os conhecimentos e competências básicas para uma futura integração na vida activa.

 

Para que haja um maior sucesso do Processo Ensino-Aprendizagem, é fundamental o diálogo entre todos os intervenientes na educação do aluno (Professores, Técnicos e Encarregados de Educação), de forma a possibilitar uma maior qualidade da Intervenção Educativa.

Autoria: Prof. Pedro Santos

Data: 2003

 

 

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