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educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

educação diferente

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Educação Especial e Deficiência.

Hiperactividade

Segundo Harvey Parker (2006), a desordem por défice de atenção (DDA) é um distúrbio neurobiológico, caracterizado por um desajustado desenvolvimento das capacidades de atenção e, em alguns casos por impulsividade e hiperatividade. A hiperatividade foi, ao longo dos tempos, considerada a característica mais marcante da DDA, no entanto, foi-se verificando que existem diferentes tipos de desordem por défice de atenção, o que permite referir que nem todas as crianças com DDA são hiperativas ou impulsivas.

Assim, a American Psychiatric Association distingue três subtipos de DDAH (desordem por défice de atenção e hiperatividade):

 DHDA do Tipo Predominantemente Desatento

 DHDA do Tipo Predominantemente Hiperativo-Impulsivo

 DDAH do Tipo Misto.

Este último é o que é mais frequentemente diagnosticado e combina a hiperatividade com a impulsividade e a falta de atenção.

A mesma associação, cita que, de acordo com a DSM-IV, a DDAH se caracteriza por um "padrão persistente de falta de atenção e/ou impulsividade -hiperatividade, com uma intensidade que é mais frequente e grave que o observado habitualmente nos sujeitos com um nível semelhante de desenvolvimento".

Tendo por base a complexidade inerente à DDHA, o seu diagnóstico deve partir de critérios muito objetivos.

Harvey Parker (2006) refere que, uma criança com desordem por défice de atenção e hiperatividade, do tipo predominantemente hiperativo-impulsivo, manifesta, pelo menos, seis dos seguintes sintomas:

Hiperatividade

-Mexe excessivamente as mãos ou os pés, ou contorce-se na cadeira;

-Na sala de aula, ou em outras situações em que se espera que permaneça sentada, levanta-se muitas vezes da cadeira;

-Corre de um lado para o outro ou trepa as coisas de forma excessiva e em situações em que tal é inadequado (em adolescentes ou adultos, tal pode limitar-se a sentimentos subjetivo de impaciência);

-Tem, com frequência, dificuldade em brincar ou em envolver-se em atividades de lazer, de forma sossegada;

-Está quase sempre “de saída” ou age como se “movida a motor”;

-Fala, muitas vezes, excessivamente.

Impulsividade

-Dá, muitas vezes, respostas atabalhoadas a questões, antes de estas terem sido concluídas;

-Tem, com frequência, dificuldade em esperar filas ou em esperar pela sua vez nos jogos ou em situações de grupo;

-Interrompe, amiúde, os outros ou incomoda-os (por exemplo, intromete-se em conversas ou em jogos).

Deve também ser tido em consideração, o facto de os sintomas persistirem por um período mínimo de 6 meses, os mesmos terem tido início antes dos 7 anos de idade (idade pré-escolar) e acontecerem em dois contextos diferentes, por exemplo, em casa e na escola/jardim-de-infância.

Diagnosticar a Hiperatividade/DDAH, não é tarefa fácil. É portanto, importantíssimo que os pais e os professores/educadores, ou seja, as pessoas que têm uma relação mais próxima com a criança, estejam atentas a todos os indícios que possam indicar que a criança é hiperativa.

É de extrema importância a intervenção precoce no tratamento de uma criança hiperativa, pois quanto mais cedo for detetada a problemática, mais hipóteses a criança tem de ser bem sucedida na sua vida pessoal e escolar.

 

Parker, H. C. (2006). Desordem po Défice de atenção e Hiperactividade. Porto Editora.

 

 

Maria Rodrigues