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educação diferente

EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E DEFICIÊNCIA

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EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E DEFICIÊNCIA

Acessibilidade

Segundo a ONU, “a definição de acessibilidade é o processo de conseguir a igualdade de oportunidades em todas as esferas da sociedade”. A consideração do termo acessibilidade não poderá ser ditada por meras razões da solidariedade, mas, sobretudo, por uma conceção de sociedade realmente, onde todos deverão participar, com direito de igualdade, e de acordo com as suas características próprias. [CONDORCET, 2006]. 
A acessibilidade significa que nenhuma barreira é imposta ao indivíduo face às suas capacidades sensoriais e funcionais. Ela é entendida como o acesso em qualquer lugar, com diferentes equipamentos (incluindo tecnologias de apoio para pessoas com deficiência) e por qualquer pessoa. 
“Acessibilidade surge como tributo imprescindível na sociedade permitindo que todos possam desfrutar das mesmas oportunidades, a saber: educação, trabalho, habitação, lazer, cultura e as novas tecnologias da informação e comunicação.” [(Amengual, 1994) apud Tavares Filho (2003)] 
Para que todos possam desfrutar das mesmas oportunidades é necessário que todos os produtos, sistemas, serviços ou ambientes, projetados para a população em geral, possuam um design universal e inclusivo, com vista a dizer sim à independência, à igualdade, à eficácia, à segurança e ao conforto. [CERTIC, 2010] 
O conceito de Design Universal nasceu “pela mão” de Ron Mace, um arquiteto norte-americano que dedicou boa parte da sua carreira às questões da Acessibilidade. 
“O design Universal pode ser definido como o design de produtos e de ambientes utilizáveis no maior grau possível por pessoas de todas as idade e capacidades. O design universal respeita a diversidade humana e promove a inclusão de todas as pessoas em todas as atividades da vida”. [Gouveia, 2012] 
O design universal baseia-se em 7 princípios, que são: 
1. Uso Equitativo 
É vendável e útil para qualquer grupo de utentes. Propicia o mesmo modo de uso a todos os utentes: idêntico quando for possível; equivalente quando não o for. Evita a segregação e a estigmatização de qualquer utente. A privacidade, proteção e segurança deve estar igualmente disponível para todos os utentes. 
2. Flexibilidade no uso 
Satisfaz uma larga gama de preferências e aptidões individuais. Propicia a escolha nas formas de utilização e prevê o acesso e o uso por destros ou esquerdinos. Facilita a acuidade e precisão do utente da mesma forma que se ajusta aos diferentes ritmos dos utentes. 
3. Uso Simples e Intuitivo 
Utilização fácil de perceber, independentemente da experiência, conhecimentos, idioma, aptidões e grau de concentração do utente. Elimina a complexidade desnecessária e corresponde às expectativas e intuição do utente. Capacidade de se adaptar a diferentes níveis de literacia e competências linguísticas. Hierarquiza a informação consoante o seu grau de importância. 
4. Informação Percetível 
Comunica a informação necessária ao utente independentemente das suas capacidades ou das condições ambientais. Usa diferentes modos (pictográfico, verbal, táctil) para apresentar a informação essencial. Prevê um contraste adequado entre a informação essencial e o seu suporte. Maximiza a “legibilidade” da informação para todos os sentidos. Prevê a compatibilidade com diversas tecnologias e ajudas técnicas usadas por pessoas com limitações sensoriais. 
5. Tolerância ao Erro 
Minimiza os enganos e as consequências de ações não intencionais: elementos mais usados são mais acessíveis, elementos perigosos devem ser eliminados, isolados ou protegidos. Prevê o aviso de enganos e erros, da mesma forma que desencoraja ações inconscientes em tarefas que exigem vigilância. 
6. Pequeno Esforço Físico 
Pode ser usado eficiente, confortavelmente e com o mínimo de fatiga: permite ao utente manter uma posição confortável, não exige o uso de força desnecessária, minimiza ações repetitivas e minimiza a necessidade de esforço continuado. 
7. Tamanho e Espaço para aproximação 
Tamanho e espaço apropriado para a aproximação, alcance, manipulação e uso, independentemente da estatura, postura ou mobilidade do utente: Permite a visibilidade dos elementos importante a qualquer utente, sentado ou em pé; manuseamento confortável para qualquer utente, sentado ou em pé; adapta-se a diferentes dimensões da mão e prevê espaço adequado para o uso de ajudas técnicas ou assistente pessoal. [Teles, 2012] 
Posto isto o design universal visa a conceção de objetos, equipamentos e estruturas do meio físico, destinados a serem utilizados pela generalidade das pessoas, sem recurso a projetos adaptados ou especializados, e o seu objetivo é o de simplificar a vida de todos, qualquer que seja a idade, estatura ou capacidade, tornando os produtos, estruturas, informação e meio edificado utilizáveis pelo maior número de pessoas tornando a nossa sociedade numa sociedade inclusiva.

in https://sites.google.com/site/estudoemambientesdigitais/acessibilidade

 

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